– Programa 2012-2015

Programa da lista candidata às eleições para os órgãos sociais

do PEN Clube Português para o triénio 2012-2015

encabeçada por Teresa Salema

      «Os governos têm medo do PEN» disse John Ralston Saul, actual presidente do PEN Internacional, numa das últimas Assembleias Mundiais. Tal frase terá, evidentemente, diferentes significações consoante a marcação histórica do lugar onde nos encontramos. Em Portugal, o PEN Clube assume-se como algo mais do que uma mera associação de escritores: é uma comunidade que, de acordo com os princípios da Carta do PEN que nos guia, nos une em torno dos interesses e objectivos consignados nos seus Comités: Escritores na Prisão, Escritores para a Paz, Tradução e Direitos Linguísticos e Mulheres Escritoras.

O PEN não se circunscreve, no entanto, a estes objectivos, que permanecem traves-mestras da sua actuação. Permanentemente, os Centros PEN – articulados com o PEN Internacional – têm reflectido as preocupações que se prendem com as condições básicas para o exercício da criação literária, seja qual for o suporte da mesma. Acima de tudo, a partilha de informação – numa comunidade de 145 centros em 104 países – inspira-nos e estimula-nos no sentido de intensificar, também entre nós, a realização das potencialidades existentes no nosso Centro.

1. A LISTA

A presente lista conta com vários elementos que fizeram parte dos órgãos sociais que agora cessam funções. A ela junta-se a força de novos nomes de diferentes gerações e proveniências, com o objectivo de prosseguir e reforçar o trabalho desenvolvido, e de iniciar novos percursos.

2. O PROGRAMA

a) Retomar o diálogo com a Câmara Municipal de Lisboa com vista à cedência de um espaço para instalação de uma sede permanente.

b) Motivar os sócios para colaborar nos espaços interactivos já criados (blogs/Facebook); disponibilizar no sítio/Membros um link nos nomes individuais para as respectivas páginas /sítios/blogs pessoais.

c) Dar continuidade ao Boletim, repensando a hipótese de publicação em outras línguas do PEN Internacional.

d) Dar início à digitalização dos arquivos do PEN, de modo a disponibilizá-los no sítio da Internet.

e) Dar maior visibilidade aos Prémios PEN, e imprimir-lhes uma nova dinâmica adoptando o modelo anglo-saxónico da short list (divulgação dos resultados em duas fases).

f)  Manter e alargar o âmbito dos debates sobre temas de actualidade em colaboração com outras instituições.

g) Propor à DGLAB (Direcção Geral do Livro dos Arquivos e das Bibliotecas) um protocolo para a itinerância de escritores pelas bibliotecas da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas.

h) Promover iguais esforços para a itinerância dos escritores pela Rede de Bibliotecas Escolares (à semelhança do PEN SCHOOL PROGRAMS do Centro sueco) com o objectivo de promover a literatura, criatividade e liberdade de expressão.

i)  Prosseguir (e aperfeiçoar) a publicação das antologias bilingues, que têm dado a conhecer os textos dos sócios em todo o mundo nos encontros internacionais.

j)  Criar núcleos do PEN e grupos de trabalho com fins específicos em diversos pontos do país e do estrangeiro (onde habitem membros do nosso Centro). Estes deverão articular e ampliar o trabalho da Direcção, e dos vários Comités internacionais, em prol dos objectivos específicos do PEN.

k) Manter e assegurar o trabalho de representação do PEN já desenvolvido a nível internacional, designadamente nos Congressos anuais e nas reuniões do Comités.

l)  Empreender acções articuladas com iniciativas promovidas pelo PEN Internacional – como a comemoração do Dia do Escritor na Prisão – ou outras iniciativas no quadro da RAN (Rapid Action Network/rede de acção rápida).

m) Criar um grupo de trabalho sobre Direitos Digitais para acompanhar o problema crescente das responsabilidades governamentais, seja na venda de software, seja na violação, ou qualquer limitação dos direitos e liberdades na Internet.

n) Intensificar a cooperação com Centros de outros países para realizar iniciativas comuns, partilhando os meios existentes.

A partir dos resultados do trabalho desenvolvido no último mandato, assumimos o compromisso de abranger o maior número possível de sócios nas nossas causas e iniciativas, nacionais e internacionais, e partilhar uma maior dinâmica de reflexão e debate.

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